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A febre da ansiedade, das distrações e da abundância de coisas

Impulso News
A febre da ansiedade, das distrações e da abundância de coisas
Por Impulso News • Edição Nº31 • Ver na web
Toda semana, temos uma edição com conteúdos escritos e curados por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility. Nessa semana, confira este artigo do nosso CEO Sylvestre Mergulhão.

Vivendo com intencionalidade
Nos últimos 10 anos, eu descobri que não existe certo ou errado, empresa boa ou ruim, profissional bom ou ruim… O importante é encontrar o match perfeito entre pessoa, empresa e posição. 
O que eu gosto pode ser diferente do que uma outra pessoa gosta. Eu vou gostar de um lugar que outra pessoa iria odiar. Não há trabalho desagradável. Há pessoas que consideram desagradáveis certos tipos de trabalho. E tudo bem! Por que isso deveria ser um problema? Seria bem chato se tudo fosse igual.
Nosso trabalho é, em geral, um reflexo do que somos. Se o trabalho nos aborrece, é porque provavelmente estamos aborrecidos por dentro. A tarefa mais humilde se transforma em obra de arte quando feita por um artista. Há pessoas que usam todo tipo de desculpa para justificar o fato de terem que fazer trabalhos que detestam. Não são todas, mas você também deve conhecer pessoas assim… Gente que considera o trabalho um castigo e não uma oportunidade de se conectar consigo e ver como realmente é, encarando o trabalho como um desafio para o crescimento e para o autoconhecimento.
Pessoas, em sua maioria, não conseguem o que desejam. Nem de seus empregos, nem de suas famílias, nem da religião, nem do governo e, o mais importante: nem delas mesmas. Falta alguma coisa. 
Em parte, falta propósito. Entre outras coisas, falta um jogo que valha a pena jogar. Quem falou sobre isso foi o Simon Sinek no livro O Jogo Infinito.
Pessoas vagueiam na procura febril de distrações… Na música, televisão, BBB, em drogas… Quase todos procuram coisas. Coisas para usar, coisas para fazer. Coisas para preencher o vazio. Coisas para agregar significado à vida. E assim, nosso mundo rapidamente se tornou um mundo de coisas. E muita gente vem sendo enterrada nesta abundância.
Num trabalho dos anos 1950, o psicólogo Rollo May fala sobre “The Age of Anxiety” (A Era da Ansiedade). Passou muita coisa desde lá… Mas muitos ainda estão em busca de sentido, de algo em que acreditar, e se fala disso em 2021 como se fosse uma grande novidade. Será que a era da ansiedade retratada por May nos anos 50 é a mesma que ocorre hoje, em igual intensidade, simplesmente por sermos os mesmos seres humanos imperfeitos de sempre? Será que hoje mais pessoas estão realmente ansiosas ou simplesmente se sabe mais por termos mais acesso à informação?
A percepção de que o mundo está caótico pode nos colocar na posição de achar que está tudo errado e de que precisamos mudar ou consertar o mundo. Mas ninguém pode mudar o mundo lá fora todo de uma vez, e, felizmente, não precisamos fazer isso. Podemos começar a agir bem mais perto, dentro de nós mesmos. Não adianta querermos mudar o mundo para continuarmos os mesmos. Para mudar o mundo, cada um deve primeiro mudar a própria vida.
Como você ajuda a sua equipe nessa conexão consigo mesmo? A compreender e mudar a si próprio para, aí sim, poder impactar positivamente o mundo um pouco de cada vez?
Os efeitos da pandemia no cérebro das pessoas - MIT Technology Review
Livro Arrume a sua cama
Livro The Meaning of Anxiety
“Uma das poucas bênçãos de viver em uma época de ansiedade é que somos forçados a nos tornarmos conscientes de nós mesmos.”
Rollo May
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Conteúdos sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility, escritos e selecionados especialmente por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda.

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