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As chibatadas que o mundo dá

Impulso News
As chibatadas que o mundo dá
Por Impulso News • Edição Nº17 • Ver na web
Toda semana, temos uma edição com conteúdos escritos e curados por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility. Nessa semana, confira este artigo do nosso CEO Sylvestre Mergulhão.

As chibatadas que o mundo dá
Na news da última semana, dois links foram especialmente selecionados por mim.
Depois percebi que eles contém um conteúdo importante e que mereciam alguma contextualização maior.
Nos últimos dois anos - inicialmente contra a minha vontade - eu fui obrigado a me entender melhor, fiz um processo de coaching que trouxe resultados muito positivos e que me fez evoluir como pessoa e na forma como eu me relaciono com o mundo e com outras pessoas.
Era um passo necessário para assumir a posição de CEO aqui da Impulso. Eu fiquei igual uma bolinha de pinball batendo de um lado pro outro, mas, por fim, acho que funcionou. Pelo menos até agora parece que funcionou. Seguimos crescendo e melhorando a cada dia mesmo com todas as turbulências desses tempos.
No meu eu do passado, nunca fui um interessado por filosofia e assuntos assim. E na verdade eu não me interesso muito até hoje em ler aqueles grandes calhamaços dos filósofos, mas tenho bebido muito das informações deles a partir de outras fontes. E aí, em algum momento, alguém me sugeriu esse bate-papo do quarteto fantástico que é a Monja Coen, Karnal, Cortela e Prof. Clóvis.
Já ouvi pessoas dizerem que não gostam de alguns deles e ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Talvez alguns não gostem só por um tom de voz ou forma de se vestir… Mas em termos de conteúdo, eles passam uma mensagem muito boa nessa live. E o professor Clóvis termina o vídeo com a frase:
Não é o mundo que te agride. É o mundo interpretado por você que te agride.
Essa reflexão é matadora.
Num passado não tão distante, quando alguém fazia algo de uma forma X, eu eventualmente interpretava aquilo como um insulto à minha pessoa, talvez até um insulto à minha inteligência.
Hoje em dia, eu consigo perceber que na maioria das vezes não houve qualquer intenção negativa naquela ação, mas eu, baseado nas minhas experiências de vida, crenças e valores, interpretei aquilo como uma ofensa. Um enredo criado por mim mesmo, que me afeta, afeta minhas emoções, mas não faz parte da realidade, apenas da realidade criada pela minha cabeça
Quando ouvi essa frase, lembrei da TED Talk da Lisa Feldman, onde ela fala que nós não estamos (ou não deveríamos estar) à mercê das nossas emoções. E que temos o total poder para controlar tudo isso.
O que me parece é que se tornou cada vez mais importante para nós, enquanto líderes de nossas equipes, aprendermos a lidar com tudo isso que vive dentro de nós, nos entendermos melhor… Para que possamos, em seguida, também desenvolver isso nas pessoas pelas quais somos responsáveis. E que essas, por sua vez, passem adiante o mesmo conhecimento.
E assim vamos criando cada vez mais pessoas com autonomia, com responsabilidade pela própria vida e pelas próprias escolhas de suas vidas.
Afinal, é disso que o mundo, as empresas e todos nós precisamos para que tenhamos de fato um mundo melhor no futuro.
Lisa Feldman Barrett: Você não está à mercê das suas emoções - seu cérebro as cria | TED Talk
Why You Should Put YOUR MASK On First (My Brain Without Oxygen)
“Em caso de despressurização, as máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Coloque a máscara primeiro em você antes de ajudar aos outros.”
Comissário de bordo em alguma ponte aérea
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Conteúdos sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility, escritos e selecionados especialmente por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda.

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