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Liderança através das lentes de uma designer

Impulso News
Liderança através das lentes de uma designer
Por Impulso News • Edição Nº92 • Ver na web
Toda semana, temos aqui uma edição com conteúdos escritos e curados pelas lideranças da Impulso, sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility. Desta vez, você confere o artigo da nossa Design Lead, Victoria Haidamus:

Esse ano foi bem movimentado aqui na Impulso.
Além das aventuras normais do dia a dia, passamos por um processo de evolução da marca que nos trouxe de volta à nossa essência:
Criar relações genuínas que ultrapassam barreiras. Juntar Humanidade e Tecnologia para trazer o futuro do trabalho para o presente.
Dentre os resultados dessa evolução, tivemos uma mudança de identidade visual. Marca, cores, aplicações. Com isso, veio outro desafio: adaptar todas as nossas aplicações e pontos de contato da marca à evolução.
Precisávamos garantir o uso adequado e padronizado da nossa marca e identidade visual em todas as aplicações internas e externas e prover orientações e apoio na produção de peças de toda a Impulso, visando garantir a constância da marca.
Além de articular com todas as lideranças quanto a ações atuais e futuras que envolviam nossa marca e criar um plano para construir uma tribo de design forte e engajada em evoluir tecnicamente.
Foi dentro desse contexto que assumi o papel de Design Lead.
Desde o inicio, sabia que essa seria uma grande mudança pois, como contribuidora individual, eu tinha uma rotina, previsibilidade, um jeito de fazer as coisas.
Então, virei lead e veio a pergunta: por onde começar?
Aqui na Impulso, sou incentivada a trazer para a mesa o que me faz diferente e, nesse novo papel, isso significou descobrir por onde começar utilizando as minhas habilidades de designer.
Tratei a minha adaptação à essa nova rotina e novas responsabilidades como trataria um projeto, partindo da:
  • Definição do problema a ser resolvido
  • Definição dos objetivos a serem alcançados
  • Definição dos processos
Como designer, ao entrar em um novo projeto, busco entender o contexto mais amplo no qual ele se insere, antes de colocar a mão na massa. Para isso perguntas como: “Quais peças que precisam ser atualizadas, por quem, em que contexto”… me ajudam a mapear e fazer a priorização necessária.
Outra coisa que puxei do meu “eu designer” foi considerar o “como fazer” tão importante quanto “o que fazer”, e como líder então, tenho buscado entender quais competências são necessárias e de acordo com elas, consigo delegar quais times podem assumir cada peça, etc.
Agora, como líder, eu ainda incluo na definição do processo:
  • Gerar alinhamento
  • Dar feedbacks efetivos
  • Observar, aprender, corrigir
Gerar alinhamento
Na Impulso, a colaboração é um dos nossos principais valores, acreditamos que juntos vamos mais longe. Porém, a colaboração precisa ser pensada para acontecer da melhor forma. 
Por isso, é importante buscar uma comunicação clara sobre o objetivo e qual o resultado esperado. 
Outro ponto importante é que, para a colaboração acontecer da melhor forma em um time remoto, a fonte da verdade do projeto não pode ser uma única pessoa, não pode ser eu, mesmo que eu seja a liderança.
Na evolução da marca, por exemplo, tivemos dois artefatos principais:
  • O brandbook como fonte da verdade da aplicação da marca
  • Um quadro no Trello como fonte da verdade do gerenciamento do projeto
Assim, descentralizando “a fonte da verdade”, conseguimos fazer com que as pessoas soubessem o que, quando, porque e o que considerar ao fazer, sem, necessariamente, terem que acessar a liderança o tempo todo.
Dar feedbacks efetivos
Eu sabia que como líder, teria que dar feedbacks sobre o trabalho feito por outras pessoas. Então, pensei em quais foram os melhores que já recebi, como designer, e busquei extrair as características deles para reproduzi-las ao oferecê-los:
  • Contextualização: Nenhum feedback é dado no vácuo, para dar um bom feedback, é preciso entender em que estágio de desenvolvimento aquele trabalho está e, se ele não estiver de acordo com o resultado esperado, explicar claramente o porquê.
  • Adaptar o feedback à audiência: Um designer vai receber um feedback de forma muito diferente de um desenvolvedor, assim como cada pessoa vai receber o feedback de forma diferente, dependendo da sua história. Adaptar o feedback a quem está recebendo não é só uma forma de humanidade, como também um jeito mais rápido e efetivo de atingir resultados melhores.
  • Utilizar o meio mais efetivo de passar a mensagem: Como designer, aprendi que, às vezes, a melhor forma de transmitir uma ideia é visualmente, o mesmo vale para feedbacks. Usar: vídeos, imagens, texto e áudio é importante, pois o objetivo é fazer a mensagem chegar àquela pessoa do jeito mais claro possível.
Observar, aprender, corrigir
Mesmo em pouco tempo, já cometi erros nesse processo e, claro: fiquei triste em situações que não conseguimos chegar ao resultado esperado.
Mas, pensar minha liderança como um projeto, me permite visualizar um plano de ação com clareza.
Busco entender o porquê do erro ter acontecido e o que preciso melhorar para que não aconteça de novo: alinhamento, processos, feedback, etc.
Assim, posso iterar em cima daquele resultado e seguir sempre nesse processo de melhoria contínua.
No fim das contas, acredito que minhas habilidades, aprendidas como designer farão diferença nessa nova função.
PARA LER, SEGUIR E AVANÇAR
Qual é o trabalho de uma liderança de Design?
Meu processo de design de produtos
Smarter Faster Better: o poder transformador da produtividade real
“Um grande líder inspira a equipe, eleva as pessoas ao seu redor e constrói uma visão que reúne e envolve as pessoas”.
Lisha Dai (tradução livre).
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