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Mentiras sinceras te interessam?
Por Impulso News • Edição Nº84 • Ver na web
Toda semana, temos uma edição com conteúdos escritos e curados por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility. Nesta semana, você confere este artigo do nosso CEO Sylvestre Mergulhão.

Há muito, muito tempo atrás, numa galáxia muito distante, colocar em produção uma nova versão de uma aplicação era algo extremamente custoso (quanto a tempo e dinheiro). Para quem é mais antigo, relembre a época dos cartões perfurados. E o trampo que era colocar uma nova versão para funcionar?!
Depois vieram a fita, disquete e CD. Apesar de quase 3 décadas de distância entre o cartão perfurado e o CD, o processo de todos eles passava por um problema parecido. Esse longo processo, fazia com que a equipe de desenvolvimento do produto ficasse muito tempo trabalhando sem ter feedback se aquilo que estava sendo produzido iria funcionar como previsto ao colocar para uso do cliente final.
Depois de produzir uma versão, era necessário “imprimi-la” nos cartões, fitas, disquetes ou CDs e enviar fisicamente para as pessoas poderem, então, usufruir. Se um bug fosse descoberto após esse momento, todo esse custoso processo se repetia.
Não apenas, mas também, por conta disso os processos de desenvolvimento de software tentaram, por muitos anos, prever nos mais precisos detalhes tudo aquilo que precisava ser feito, tentando minimizar os erros após o delivery.
Long story short, no começo dos anos 2000 vieram os métodos derivados do Manifesto Ágil, que junto com o advento da internet, moveu o mercado para um encurtamento cada vez maior desses ciclos. Até o momento em que estamos hoje, onde as empresas que conseguem aplicar o estado da arte - apesar de ainda ser uma utopia para a maior parte das organizações - seguem o processo de continuous delivery utilizando práticas de DevOps.
Para os mais leigos tecnologicamente, o que falei acima é o que permite você, ao acordar, perceber que há várias coisas novas no seu celular, pois os aplicativos sofreram atualizações automáticas durante a noite.
Parece um papo técnico isso aqui, mas não é. Assim como acontecia no passado com a tecnologia, nós como humanos temos a natureza de deixar para fazer poucas vezes e com grande intervalo de tempo aquilo de alguma forma é custoso para nós. Incluindo aquilo que nos é emocionalmente difícil.
Afinal, se custa muito, não queremos nos desgastar toda hora… melhor deixar para fazer só uma vez por mês, ou até uma vez por ano apenas. Quem sabe uma vez por década? 
Mas, o fato é que se uma pessoa for à academia apenas uma vez por mês, mesmo que ela fique na academia o dia inteiro, isso não fará dela uma pessoa mais saudável.
Se guardarmos feedbacks para nossos liderados apenas para uma reunião anual de performance, teremos um grande desperdício de talento. Mas se criarmos uma cultura de confiança onde podemos dar feedbacks imediatos, poderemos alimentar um ciclo virtuoso de melhoria contínua.
E quanto mais exercitamos esse hábito, mais natural e menos custoso ele se torna, se utilizarmos de ferramental adequado, assim como aconteceu com a tecnologia.
Elevando do nível individual para o nível de times, aqui na Impulso também temos ciclos de melhoria contínua, onde os times fazem uma reunião específica para falarem de coisas que devem ser melhoradas para o próximo ciclo.
Gostamos de dar nomes legais a essas reuniões, apenas para citar: na nossa equipe Comercial ela se chama “Afiando o Machado” e na nossa equipe Financeira é “Sintonizando a Frequência”. Os acostumados com métodos derivados do Manifesto Ágil chamariam isso de Retrospectiva.
E na sua casa? Com seu cônjuge ou com os filhos adolescentes? As conversas que te são custosas emocionalmente, você está fazendo todo dia? Tem deixando juntar para “quando der”? Ou anda dizendo que “tá tudo bem”? Mentiras sinceras não me interessam.
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“As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante”.
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