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O que esperar do mercado (tech) em 2022

Impulso News
O que esperar do mercado (tech) em 2022
Por Impulso News • Edição Nº47 • Ver na web
Toda semana, temos uma edição com conteúdos escritos e curados por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility. Nessa semana, confira este artigo do nosso CEO Sylvestre Mergulhão.

Bem, 2022 acabou de começar. E como acontece todo início de ano, alguns tiram um tempo para olhar para o ano anterior, ver o que foi bom e ruim, dar uma visão geral nas aparentes tendências para o próximo ano… E, muito importante também: tirar um tempo para planejar o que vai ser feito no novo ano.
Aqui na Impulso também funciona assim. Na semana que vem, teremos por aqui nossa semana de planejamento estratégico.
Com base nisso, resolvi compartilhar com vocês alguns pensamentos e tendências que observamos para este ano que vão nos ajudar a nortear algumas decisões.
1) A Covid-19 não acabou
Se você pensava que, dentro de dois anos ou menos, essa bagunça teria fim (assim como eu), se enganou. Os casos de Covid-19 globais bateram recordes perto desses dias, apesar de no Brasil os casos seguirem em queda, assim como os casos de morte. 
Casos de Covid-19 no mundo
Casos de Covid-19 no mundo
E o que isso implica?
Que nenhum lugar está 100% normal ainda. E que o trabalho remoto tem espaço para se consolidar ainda mais nesse cenário. Se em 2020 e 2021, ele foi feito na base da “digitalização”, às pressas e de forma amadora, em 2022 é a última chamada para fazer do jeito certo.
Ao mesmo tempo, a economia global dá sinais de retomada, e as perspectivas para o mercado de tecnologia continuam muito positivas. A necessidade de migrar cada vez mais para o mundo digital e remoto está ampliando o mercado tech a passos largos.
2) O Turnover pode piorar
Essa história é velha, mas às vezes é preciso repetir o óbvio. Empresas que não valorizam seus profissionais e que ignoram a importância de ter alguém trabalhando com motivação e propósito bem alinhados vão ter que lidar com turnover crescente. Meu sócio Rafael Miranda falou sobre isso num post que viralizou no Linkedin há uns meses atrás. Há mais de 15 anos atrás, o Waldez Ludwig já falava de “empresas com cultura bacanérrimas”, de como é necessário investir nas pessoas para a cultura da inovação e de como o mercado já estava com falta de líderes.
Com a pandemia, o mercado tech, que já era global, se globalizou ainda mais. Se estava difícil concorrer com a startup recém super investida do lado, agora a concorrência com empresas estrangeiras pagando em dólar se ampliou e não estão nem exigindo mais do que um inglês intermediário.
A solução? Dar autonomia, flexibilidade, propósito, ouvir o profissional, seus sonhos e pensamentos sobre o futuro. Acompanhar o profissional, alinhar expectativas, equacionar problemas antes que aconteçam. Simples de falar, difícil de fazer. Pessoas são complexas, sejam programadores ou gestores, não importa, são complexas.
Aqui na Impulso, nossa taxa de turnover de profissionais tech chega a ser 6 vezes menor que em nossos clientes, ou seja, somos capazes de recrutar e reter profissionais tech com até 6 vezes mais eficácia que as próprias empresas para as quais prestamos serviços com esses profissionais. E é isso que fazemos, sem grandes mistérios. Colocamos isso em processos, que incluem 1-1 periódicos, feedbacks objetivos que não demoram a acontecer… Volto a dizer: coisas óbvias, que todo mundo diz que faz, mas na prática não faz.
3) Chega de achismos e de apagar incêndios
Já passou da hora de aplicar OKRs e KPIs no dia a dia da empresa (ou qualquer outra forma cadenciada e objetiva de acompanhamento da evolução da empresa), além de caminhar tendo como guia as iniciativas estratégicas. 
Vivemos num tempo de muitas incertezas, como sempre foram todos os tempos, apesar de alguns pregarem o contrário, e não temos como mitigar todas elas, mas uma coisa é certa: se você não tem claro onde quer chegar, se não analisa seu movimento e se, de tempos em tempos, não corrige a rota baseado em para onde está caminhando, pode esperar um problemão daqui a pouco.
Ninguém tinha como prever em que momento a Covid-19 chegaria, mas todo mundo sabia que uma pandemia era uma possibilidade. Mas em tempo recorde, nunca visto antes, tivemos vacinas eficazes contra uma doença, graças ao trabalho de cientistas que, acredito, já vinham se preparando para uma possível pandemia, além obviamente do caminhão de dinheiro envolvido na questão após sua confirmação.
Qual será a próxima “pandemia” do mercado? Talvez uma crise econômica, a falta de chips (que já é um problema hoje), ou de insumos para a fabricação de equipamentos de tecnologia, um meteoro chegando (acaba não, mundão!)… Não sei.
E aí, você e sua empresa estão preparados para 2022? Como disseram Josh Seiden e Jeff Gothelf no livro Sense & Respond, publicado no longínquo ano de 2017: “o novo normal é um estado de inovação contínua”. Comece ontem ou estará atrasado.
Waldez Ludwig - Programa Sem Censura
Case de Governança Ágil da Impulso
Bill Gates: A próxima epidemia? Não estamos preparados | TED Talk
Se começarmos agora, talvez fiquemos preparados para a próxima epidemia.”
Bill Gates em 2015
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Conteúdos sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility, escritos e selecionados especialmente por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda.

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