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Tabu: trabalhar com familiares e parentes

Impulso News
Tabu: trabalhar com familiares e parentes
Por Impulso News • Edição Nº52 • Ver na web
Toda semana, temos uma edição com conteúdos escritos e curados por Sylvestre Mergulhão, Karine Silveira e Rafael Miranda sobre Inovação, Liderança, Transformação Digital e Business Agility. Nessa semana, confira este artigo do nosso CRO Rafael Miranda.

Na maioria das empresas é proibido ter familiares, parentes, parceiros, filhos, namoradas ou qualquer tipo de relação pessoal, maior do que amizade, dentro do trabalho.
Aqui na Impulso não. Pelo contrário. ♥️
Nós não somos uma Empresa Familiar, no sentido de que fundadores e funcionários são da mesma família e o patrimônio e renda estão vinculados. Porém, não temos restrição quanto à relação entre as pessoas.
Sempre que se fala em ter, por exemplo, um filho, esposa ou marido na empresa, automaticamente as pessoas pensam em Nepotismo e condenam a decisão. Isto é até compreensível, basta ver na imagem abaixo o nível de corrupção mundial em que vivemos.
Índice global de corrupção (quanto mais escuro o país, mais corrupto) - fonte: https://transparenciainternacional.org.br/ipc/
Índice global de corrupção (quanto mais escuro o país, mais corrupto) - fonte: https://transparenciainternacional.org.br/ipc/
Aqui na Impulso, enxergamos de forma diferente
Quando vamos abrir vagas na empresa, sempre começamos pedindo indicações para o nosso próprio time. E, diversas vezes, as pessoas indicam seus parentes. E tudo bem!
Nós entendemos isto como justamente um sinal de que o nosso time gosta tanto da gente, acredita tanto no nosso propósito e está tão engajado na nossa cultura, que indica não só amigos, mas seus familiares mais próximos também!
Racionalmente falando, se tenho por exemplo uma família de 3 pessoas, e as 3 trabalham na mesma empresa, elas estão tecnicamente compartilhando um risco financeiro mais alto, pois, se a empresa fecha, as 3 perdem seus empregos. 😬
Porém, ao olhar sob outro ângulo, mais positivo, se estas 3 pessoas podem trabalhar num ambiente acolhedor, em que podem ser elas mesmas, ser felizes e produtivas, ter uma remuneração adequada e perspectivas concretas de crescimento pessoal e profissional, por que não?
Aqui na Impulso temos maridos e esposas, pais e filhos, primas, cunhados e provavelmente várias outras formas de parentesco. Na verdade, a gente nem controla isso. Para quê serviria esse controle, no final das contas?  🤷‍♂️
Como temos uma cultura muito forte, voltada para geração de resultados de forma humanizada e transparente, todas as pessoas são guardiãs de que não estamos comentando injustiças, dia a dia.
Ao conversar com outros empresários sobre o assunto, o que mais ouvi foi: 
  • “VOCÊ ESTÁ MALUCO!”, 
  • “ESTÁ PROCURANDO SARNA PARA SE COÇAR” e
  • “VOCÊ VAI VER QUE NÃO VAI DAR CERTO”. 
E ouvi histórias realmente estarrecedoras de problemas relacionados a familiares na empresa…
Bem… Já são longos bons anos com esta prática aqui, e nunca recebemos tantos elogios e nunca tivemos tantos parentes sendo indicados como hoje. Eu encaro como um grande sucesso! 😊
Mas, não quer dizer que seja fácil
Nós tivemos há vários anos atrás a ajuda de um Psicólogo, especialista em disfunções organizacionais, que nos ajudou a perceber vários elementos característicos dessa nossa dinâmica e cultura. Ele nos ajudou a navegar bem neste cenário e foi fundamental para atingirmos a maturidade que temos hoje.
Especificamente no meu caso, em que eu e Kari somos casados e trabalhamos juntos na Impulso, nós desenvolvemos com o passar dos anos algumas práticas e “técnicas” que nos ajudam a equilibrar melhor as coisas no nosso dia a dia. Alguns deles são: 
  1. Temos apelidos diferentes, um para a vida de colegas de trabalho e outro para a vida de casados. No trabalho somos “Mira” e “Kari”, em casa somos… 🙊
  2. Como trabalhamos em home-office e estamos na mesma casa, eventuais reuniões com somente nós 2, priorizamos fazer pelo Zoom (como todas as reuniões da empresa). Mas, caso na hora do cafezinho a gente acabe falando de trabalho, implementamos as técnicas que descrevi aqui.
  3. Aprendemos, com o tempo, a identificar assuntos que é melhor não trazermos “para casa” e manter só no trabalho. Esse foi o ponto mais difícil e vale um artigo dedicado… Mas a introdução é: quando você chega em casa no final do dia, geralmente você conversa com seu parceiro ou parceira sobre como foi o dia de trabalho, conta algumas coisas, fala mal do chefe 😂, etc… E alguns assuntos podem fazer as coisas se misturarem demais e prejudicar a relação. ⚠️
Bem, fica para um próximo artigo falar mais sobre isso… Se você tiver interesse, responde aqui que escrevo! 
E se você também passa por situações de trabalhar com familiares, me conta a sua história, pois tenho muita curiosidade em saber!
Abraços, e até a próxima! 
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Izabella Camargo
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